Proteção à Infância

Dados do Anuário da Segurança Pública acendem alerta para a violência contra crianças e adolescentes

Publicado em 24/07/2026

Levantamento mostra aumento de casos de maus-tratos, abandono, violência doméstica e cyberbullying. Projetos de lei buscam fortalecer a proteção da infância e ampliar a prevenção desses crimes

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 23 de julho de 2026, apresenta um retrato da criminalidade no país em 2025 e acende um novo alerta sobre a violência contra crianças e adolescentes. Apesar da queda dos homicídios, o levantamento revela que esse público continua cada vez mais exposto a diferentes formas de violência, tanto dentro de casa quanto no ambiente digital.

Entre os indicadores que mais preocupam estão o aumento dos registros de maus-tratos contra crianças, especialmente entre vítimas de até nove anos, dos casos de abandono de incapaz e das ocorrências de lesão corporal em contexto de violência doméstica. O estudo também aponta crescimento de 68,2% nos registros de bullying e de 61,4% nos casos de cyberbullying, evidenciando que a violência contra crianças e adolescentes assume formas cada vez mais diversas.

Na avaliação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas permanentes voltadas à prevenção da violência, ao fortalecimento da rede de proteção e ao aperfeiçoamento dos mecanismos de defesa da infância e da adolescência.

Projetos de lei buscam ampliar a prevenção

Para o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, os dados reforçam a necessidade de fortalecer a legislação voltada à proteção de crianças e adolescentes.

"Os números mostram que precisamos agir antes que a violência aconteça. Proteger nossas crianças significa investir em prevenção, responsabilização dos agressores e fortalecimento da rede de proteção."

Ao longo do mandato, o parlamentar apresentou projetos voltados à prevenção da violência infantil, entre eles propostas para combater os desafios perigosos nas redes sociais, criminalizar a produção de imagens íntimas falsas geradas por inteligência artificial (Porno Fake), tipificar a erotização infantil, fortalecer a segurança nas escolas e ampliar os mecanismos de proteção às crianças e adolescentes.

Agenda legislativa acompanha desafios atuais

Os indicadores apresentados pelo Anuário demonstram que a violência contra crianças e adolescentes assume diferentes formas, exigindo respostas igualmente diversas. Nesse contexto, projetos voltados à prevenção da violência digital, ao combate aos crimes sexuais, ao fortalecimento da segurança nas escolas e à ampliação da rede de proteção contribuem para uma abordagem mais abrangente do problema.

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